19/04/2018

Nas últimas semanas fomos bombardeados com notícias sobre a privacidade de nós, usuários de internet, na grande rede. A começar pelo Facebook. A pergunta que todos se fazem é: até onde sabem sobre mim? Temos um costume muito grande de aprovar condições e termos de política de sites sem ao menos ler suas condições de privacidade, com a gana trágica de acessar uma determinada conta recém-criada ou de baixar um determinado arquivo. Dentro dessa sistemática, em alguns dias, começamos a receber e-mails de promoções, convites para conhecer determinada empresa, SMS de operadoras e assim por diante. A deliberada ação de não ler os termos e políticas de sites e clicar em “aceito tudo” nos coloca na vitrine para ofertas de todos os lados do ambiente comercial. Vai além: viramos vítimas de notícias em que é demonstrado o quanto os outros sabem de nós sem nosso consentimento.

A comercialização de informação de usuários passou a ser o grande trunfo de empresas espalhadas ao redor do mundo, com a rica informação de gostos e interesses dos usuários, ou seja, é possível que se venda informação sobre um determinado perfil de rede social para uma determinada empresa para ação de determinada campanha, seja ela de marketing ou demais necessidades levantadas a partir do perfil. Em resumo, as suas preferências são vendidas para empresas interessadas em ofertar seus produtos e serviços a você. Ligeiramente falando, não é uma má ideia você receber uma determinada oferta de TV no momento em que você estava procurando a tão sonhada Smart com conversor digital, com botão da Netflix no controle remoto, com combo de home theater sem fio. Tudo isso não tem problema, a menos que você esteja buscando essa informação. Quando não está buscando essa informação e você já está com 3 televisores novos em casa, essa informação é mal vinda e não consentida por você, naquele momento você não quer e se sente incomodado por aquilo. Comércio de informações é a forma mais prática em que as marcas encontraram para oferecer seus produtos segmentados.

Pratique o bom senso e avalie os “cliques” em “concordo”. Receber novidades quando necessitamos é ótimo. Receber e-mails que não nos interessam nos importunam. E não é legal compartilhar nossas informações quando não queremos, certo? Por uma internet mais consentida por todos nós.

Leonardo Treviso
Sócio-proprietário da Macro
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